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ETAPAS DA TRAIÇÃO

Etapas de uma traição
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Vivenciar algumas fases pós-termino da relação é necessário

para tomar a decisão de perdoar ou não uma traição do parceiro –

Para superar uma traição, é preciso passar por algumas etapas.

Ninguém deseja ser alvo de infidelidade,

mas não há nenhuma espécie de blindagem que impeça uma relação de atravessar o problema –

é uma ilusão achar que filhos,

dinheiro,

bom sexo ou

amor sincero

sejam garantias de fidelidade.

Toda crise, porém, oferece a oportunidade de aprendizado e evolução.

Se encarada de frente,

sem chantagens emocionais,

ameaças insanas e

planos de vingança,

a traição pode ser superada e,

talvez, esquecida.

Para que isso aconteça, os especialistas afirmam que algumas etapas precisam ser vividas.

Veja quais são:

Choque - A revelação da traição é algo muito dolorido,

já que desmorona toda a idealização do parceiro.

"Aquela imagem de pessoa que construímos na nossa mente,

perfeita,

fiel,

amorosa,

agora precisa ser revista e modificada.

É nesse momento que as pessoas têm a impressão de que se relacionavam com alguém que no fundo não conheciam",

explica a psicóloga e sexóloga Maria Claudia Lordello.

Ela diz que praticamente todo mundo que é traído vive essa fase.

 "O momento da descoberta é muito difícil, porque paralisa.

A pessoa fica sem ação, e

sofre demais por isso", afirma a psicóloga Liz Verônica Vercillo Luisi, supervisora do curso de especialização em terapia

familiar e de casal da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). 

Negação - Não é raro negar o fato da traição.

 

Nessa etapa, muita gente se dispõe a “ver para crer” e

 

começa a perseguir o parceiro a fim de comprovar a infidelidade ou, ao contrário,

 

finge não notar os indícios (às vezes, claríssimos) da traição,

 

agindo como se o problema não existisse.

 

"Há pessoas que preferem não tomar conhecimento de detalhes.

 

Dizem para si mesmas ‘isso não é verdade’ e tentam esquecer o problema",

 

diz Maria Claudia Lordello, que acredita que a negação não é positiva se a pessoa se concentra apenas no fato

 

consumado, em vez de buscar explicações para o que aconteceu.

 

Nem todos passam por essa fase.

 

Muitos, no momento da descoberta, vão direto à próxima etapa: a raiva.

Raiva A raiva é um mecanismo de autodefesa.

"O indivíduo tende a se proteger da dor da traição odiando.

É muito menos dolorido sentir raiva e jogar toda a culpa nos ombros alheios

do que parar para refletir e tentar compreender se havia algo de errado na relação”, afirma a psicóloga Maria Claudia

Lordello.

Há, ainda, um desejo inconsciente de camuflar a própria culpa por ter “levado” o parceiro à traição.

Os motivos? Vários:

pouca atenção ao relacionamento,

desleixo físico,

comunicação truncada etc.

 Para Liz Verônica, a raiva é produtiva porque, ao contrário do choque, gera movimento, ação.

“Ela impulsiona a discussão. Com isso, mesmo que com palavras duras, a verdade de uma relação vem à tona”,

acredita.

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Mágoa - Depois de um tempo, é comum que a raiva passe – ou, no mínimo, abrande.

Sem esse sentimento no caminho, a pessoa traída consegue pensar também naquilo que perdeu de positivo.

A relação passa a ser vista como um todo,

com diversos bons momentos partilhados, e não somente como um episódio ruim.

Por isso, dói, mas é uma fase importante de aprendizado.

“Os prós e os contras são avaliados com maior critério”, diz a psicóloga Luiza Ricotta, autora de “Me Separei! E Agora?”

(Ed. Ágora).

Perdão - Com a dor, as reflexões começam a acontecer e

 

 já é possível parar e compreender a traição de uma forma diferente,

 

entendendo suas razões e avaliando se tais motivos podem ou não continuar a interferindo na relação.

 

Para a psicóloga Poema Ribeiro, especializada em casal e família,

 

com exceção de situações escandalosas e/ou constrangedoras,

 

a traição não é o fator determinante para a ausência de perdão, mas, sim,

 

a própria escala de valores de cada pessoa.

 

"As razões pelas quais as pessoas reatam ou

 

perdoam nem sempre estão ligadas ao orgulho ou à opinião dos outros.

 

Em geral, os motivos são muito mais profundos ligados à confiança e lealdade", diz.


É possível compreender a traição e as suas razões, se assim valer a pena para a relação.

 "Mas, se a escolha é perdoar,

é preciso fazer isso de verdade,

compreendendo e aceitando de fato as razões que a outra pessoa teve para trair", completa Poema.

Não é tão simples perdoar totalmente, pois as pessoas apresentam uma grande dificuldade de se colocar no lugar do

outro para tentar compreender suas atitudes.

Superação - Segundo a psicóloga Luiza Ricotta, a traição é ao vínculo, ao propósito que até então vinha se tendo na

vida em comum.

E é bastante triste quando se trata de pessoas com boas perspectivas com relação à união.

“Porém, muitos casais que têm um bom relacionamento e convivência

passam por situações de infidelidade e conseguem perdoar em razão da parte boa que os une”, diz a especialista.

Para Liz Verônica, muita gente diz que perdoou, mas não supera o episódio.

Ele se torna um fantasma na convivência a dois, dando as caras em conversas ferinas sempre que acontece alguma

briga ou desavença.

“Algumas pessoas não se separam nunca mais, mas isso não significa que vivam bem.

É preciso virar a página de vez e não olhar para trás para dar continuidade ao relacionamento”, afirma. 

Adaptado  re-ratificado - (Lumi Mae/UOL)

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O LAÇO

Meu Deus!

Como é engraçado!

Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço...

uma fita dando voltas?

Enrosca-se,
mas não se embola,

vira, revira, circula e pronto:

Está dado o laço.

É assim que é o abraço:

coração com coração,

tudo isso cercado de abraço.

É assim que é o laço:

um abraço no presente, no cabelo, no vestido,

Em qualquer coisa onde o faço.

E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?

Vai escorregando...

Devagarzinho,

desmancha,

desfaz o abraço.

Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.

E, na fita,

que curioso,

não faltou nem um pedaço.

Ah! Então, é assim o amor, a amizade.

Tudo que é sentimento?

Como um pedaço de fita?

Enrosca, segura um pouquinho,

mas pode se desfazer a qualquer hora,

deixando livres as duas bandas do laço.

Por isso é que se diz: l

aço afetivo, laço de amizade.

E quando alguém briga então se diz:

romperam-se os laços.

E saem as duas partes,

igual meus pedaços de fita,

sem perder.

Nenhum pedaço.

Então o amor é isso...

Não prende,

não escraviza,

não aperta,

não sufoca.

Porque quando vira nó,

já deixou de ser um laço.

(autor desconhecido)


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Edson Rodrigues Alencar de Oliveira CRP11/03558